Aonde está o amor do Internet Explorer 9?
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Microsoft desiste de competir e tenta comprar usuários para o Internet Explorer 9

Já tem alguns anos que a Microsoft perdeu bastante espaço no mundo dos browsers, mas mesmo assim a empresa ainda não se deu por vencida e resolveu lançar a campanha “Where is the love” para o IE9. Será que eles não aprenderam que nem tudo pode comprar o amor?

Essa campanha parece uma atitude desesperada da Microsoft – e pensando bem, talvez isso seja a prova de que a empresa tenha se dado por vencida. Ao invés de trabalhar para melhorar o seu navegador, eles preferiram apelar pra “comprar” usuários através de brindes. Isso mesmo, a Microsoft está oferecendo “presentes” para os usuários que utilizam o IE9, existem várias formas de ganhar, como por exemplo visitando determinados sites como o Grooveshark, Hulu, Vimeo e Fandango. Se você visitar a página da promoção usando o Windows 7 com o Chrome ou Firefox, você vai ver um pedido para usar o iE9. Caso use algum outro sistema operacional, verá uma página dizendo para usar o Windows 7, semelhante a imagem abaixo.

Aonde está o amor do Internet Explorer 9?

Apesar do agressivo investimento no Internet Explorer 9, o IE8 ainda é a versão mais usada do browser, mas a Microsoft planeja mudar isso com essa nova campanha. Um dos prêmios que você poderá ganhar são 3 meses grátis de Slacker Radio ou US$ 5 de desconto em algum bilhete da Ticketmaster – mas antes de você começar a usar pior navegador de todos usá-lo, saiba que, infelizmente, a promoção só é válida para o Estados Unidos.

O Internet Explorer pode ter algumas características aqui ou ali que o Chrome ou Firefox não possuem, mas mesmo assim ele não é um browser competitivo, seja no quesito de velocidade ou de extensões. Não é à toa que enquanto o IE possui uma vantagem sobre o Firefox, Chrome e Safari individualmente, ele já está sendo derrotado quando os três são analisados em conjunto.

Acredito que a longo prazo a Microsoft só tende a cavar um buraco ainda maior para o Internet Explorer. A única maneira real da empresa recuperar espaço é desenvolvendo recursos que podem fazer a diferença para os usuários, mas parece que eles já desistiram de fazer isso.

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